“As redes desenvolvem capital humano, aumentam o capital social, a participação e a democracia”, Célia Schlithler

“As redes desenvolvem capital humano, aumentam o capital social, a participação e a democracia”, Célia Schlithler
Célia Schlithler, consultora do bloco brasileiro da RedEAmérica, concedeu uma entrevista sobre o tema das redes na qual apresenta suas principais características, suas contribuições ao desenvolvimento de base e as diferenças entre o trabalho que é realizado em rede e o trabalho que desenvolvem as organizações individualmente.

1. O que é uma rede? Quais são suas principais características?


Redes são sistemas abertos, caracterizados por conexões entre pessoas que formam nodos, os quais também são conectados com outros nodos. A característica principal das redes é que nelas as pessoas se conectam de forma não-hierarquizada, não-piramidal. Isso significa que não há poder de uns sobre os outros, por isso, nas redes há multiliderança e pro-atividade. A interação se dá de modo colaborativo, com co-responsabilidade e aprendizagem coletiva.

Os integrantes das redes compartilham interesses em comum. Em minha opinião, quanto mais estes interesses em comum se converterem em objetivos comuns a todos e quanto mais fortes forem os vínculos entre os membros, mais a rede gera transformações.

2. Quais são as principais contribuções que o trabalho em redes pode fazer para o desenvolvimento comunitário e de base?

Podemos dizer que quando uma organização de base ou uma comunidade se articula em rede a transformação social já está acontecendo, dado que as redes desenvolvem capital humano, aumentam o capital social, a participação e a democracia, elementos essenciais para o desenvolvimento comunitário e de base.

Além disso, vale destacar que as redes provocam um número maior de ações, em contraponto às estruturas piramidais, em que há pouca autonomia.


3. Há diferenças entre acompanhar o fortalecimento das redes e das organizações de forma individual?


Quando entendemos o desenvolvimento social a partir da ótica de redes, mesmo quando atuamos com uma organização propomos que ela adote uma gestão em rede: mais horizontalizada, com multiliderança, cooperação e ações colaborativas. Além disso, incentivamos que ela se conecte em rede com outras pessoas e organizações.

Já em projetos destinados ao fortalecimento de redes, atuamos como facilitadores da construção de vínculos e de objetivos comuns nos diversos nodos e nos diferentes momentos que a rede está vivendo. Para isso, precisamos ter conhecimentos sobre fenômenos grupais, mobilização social, planejamento participativo, entre outros.

Também considero fundamental formar facilitadores de redes nas comunidades, para que seus próprios membros assumam este papel.

Desde 1997, Célia Schlithler atua como consultora em desenvolvimento de grupos, redes e comunidades para Organizações da Sociedade Civil, institutos e fundações empresariais e setor público. Atua também como facilitadora e formadora de equipes professionais. É autora de diversos artigos e do livro “Redes de desenvolvimento Comunitário–Iniciativas para Transformação Social”. Célia participou do IV Forum Internacional da RedEAmérica como palestrante na mesa de “Redes: uma oportunidade e um desafio”.
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